quarta-feira, 18 de abril de 2012

Não é o rosto bonitinho na multidão

Vamos acreditar mais em nós mesmos
Vamos lutar pela porra da liberdade
Vamos correr atrás dos nossos sonhos e desejos
Nem que alguém diga que não vamos conseguir.

Ontem eu sonhava em estar liberto
Hoje olho ao meu redor e percebo
O quanto cada vez mais me prendo a mim mesmo
E o quanto não estou lutando para sair dessas algemas

Momentos de sol e chuva
Tristeza, alegria, nostalgia
Quero levantar todos os dias e conseguir sorrir
Quero fazer algo que eu goste e que faça diferença

Terça-feira, e as coisas ruins continuam.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Leveza do ser

Correndo atrás da própria sombra
Cortando os pés nessa estrada de espinhos
Logo ali tem um rio, vou poder nadar
E mergulhar em profundo desprezo
Pensando que isso será um alívio

Longe, longe, sinto tudo isso
É quase uma sintonia perfeita
Gerando raios imensos de ódio sobre nós

Garrafa de whisky barato na mesa,
Violão jogado na cama
Fios, lixo, roupas
Copos sujos, livros, café

Vou até a cobertura do prédio
Tiro toda minha roupa
E me jogo no ar, são 35 andares
Só assim posso dizer
Que estou realmente livre,
Nem que seja até atingir o solo.

Pode me dizer o que vem depois?

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Uma pequena pitada de sal

     Dois anos que se passaram em 2 dias. Lembro como se fosse uma filme que estivesse passando aqui na minha frente, agora. Começamos escondidos, uma noite na taberna real, você usou a desculpa que tinha bebido muito vinho, mas eu gostei muito.
     Um mês depois, lá estava eu, de frente com a rainha e o rei, pedindo a mão da princesa em namoro. Eu tinha a impressão de que a rainha era uma bruxa má, mas todo esse conceito se desfez a minha volta, evaporou. A mulher me provou que era o sonho de qualquer genro, me convidava para as festas da corte e da família real, me apresentando a todos os conhecidos do reino.
     Aquele foi um ano ótimo. Em pleno inverno, eu sempre chegava dos treinos de guerra muito tarde, porém, mesmo sempre cansado e machucado, atravessava a floresta, descia as campinas baixas para chegar ao castelo, e te abraçar, te beijar...
     Hoje, depois de toda dor e tortura sofrida nos campos de batalha, vendo companheiros mortos e sentindo todos os tipos de dores inimagináveis, ainda consigo me lembrar de seu rosto claramente, do toque das suas mãos, do perfume do seu cabelo, se aproximando lenta e suavemente de mim...
     As vezes, em meio a planos e planos de batalha tramados entre os capitães, no meio de palavras como "lança", "cavalos", "espadas", "adagas", "tocaias", "pântanos", e todo tipo de parafernalha de guerra, fico perdido em meio a pensamentos, imaginando onde você poderia estar naquele exato momento, e fico em dúvidas, depois de tanto tempo separados, se ainda existe algo entre nós.
     Mas eu lhe prometo, não sei se você chegou a ler as outras cartas que lhe escrevi, mas até o próximo inverno a promessa dos generais é que a guerra finalmente abrande, e teremos tempo para ficar juntos. Rezo por isso todos os dias, porque o inverno é duro por esses lados, e o melhor lugar para se passar um tempo desses é ao seu lado, junto a cobertores de lã, e um belo odre de vinho.
     Espero que esteja pensando em mim, pois penso em você todos os dias. Cada inimigo em que passo a espada penso que é mais um passo para o fim dessa maldita guerra, que nunca parece ter fim, mas quando voltar, espero ter meu espaço em sua vida ainda vazio, para enfim completá-lo.

Abraços e carinhos,
R.T. Ross

domingo, 1 de abril de 2012

E lá se vai todas as verdades ou mentiras...

...eu realmente não preciso ver o amanhã
 Eu simplesmente não preciso provar nada a ninguém
Procurar um ideal quase no final
E desesperadamente, temos que fugir
Se estava certo ou errado, tanto faz

Olhe para o meu semblante
Acho que não mudei muito desde a última vez
Surrealismo, essa é a palavra certa
Pra definir os últimos dias
Um misto de sons, imagens
Pessoas que eu mal conheço o nome me chamando pelo meu
E me pedindo favores que eu só concederia aos meus melhores amigos

Portas se abrem, se fecham, e nenhuma luz vem me acender


sábado, 31 de março de 2012

Vida louca, vida breve

Redação.

Despertador, água, rosto, toalha, escova, creme dental. Cozinha, água, quarto, chaves, chaves, maço de cigarros, carteira. Rua, controle, portão, carro. Rua, cigarro, fósforo, óculos. Relógio, palavrões, ameaças. Estacionamento, departamento, computador. Planilhas, telefone, planilhas, banheiro, planilhas, água, planilhas, almoço. Carro, óculos, cigarro, fósforo. Restaurante, carro, óculos, cigarro, fósforo. Estacionamento, departamento, planilhas, telefone, planilhas, e-mail, planilhas, estacionamento, carro, cigarro, fósforo, banheiro. Planilhas, planilhas, planilhas. Estacionamento, carro, cigarro, fósforo, trânsito. Casa, quarto, banho, roupa, carro, cigarro, fósforo. Colégio, aula, aula, música, aula, cigarro, fósforo, música, aula, aula. Carro, cigarro, fósforo, casa. Jantar, lavagem cerebral, cama.
E inicia de novo.

sábado, 10 de março de 2012

Nos perderemos entre monstros da nossa própria criação

Porque você fala e nós discutimos?
Porque você chora e nós rimos?
Porque você come e eu vomito?

Na verdade uma planta venenosa
Só porque tem a intenção de amar
Não vai mudar o fato de possuir veneno

Sábado, com apenas 10 horas de duração
A madrugada foi extensa, intensa, tensa
O nascer do sol foi um alívio
Carros, fumaça, pessoas correndo nuas pelas ruas
Melhor que isso, só um estádio lotado

Tecnologia acabando com o romantismo
Óculos escuros de uma grande marca
Deixando as pessoas cegas pra tudo
Quem nos dera uma infância novamente...

E tem gente que me acha legal (ou não)

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Dia chuvoso

É facil maquiar as coisas quando você gosta de alguém
Tudo é casual, descartável
Uma palavra, um gesto
Podem ser doados sem nenhum sentimento
Mas no final não terão valor algum

Mesa de sinuca no final do corredor sinistro
Cadeiras giratórias, cerveja na mesa
Sinta como eu me sinto bem
Você tem inveja? Não sei
Infelizmente, eu não posso fazer mais nada

Qualquer coisa, já sabe,
A janela do quarto está aberta,
Só cuidado com o cachorro

Ratos no porão, morcegos no sótão
Fazendo o maior barulho
Carros correndo pela cidade
Vejo a vida de vocês passando na minha frente
Tão rápidas quanto uma flecha

Velhos amigos ressurgindo, ou não
Como senti sua falta...
Tudo está passando tão depressa
Que quando você se der conta de tudo
Vão ter pessoas te chamando de avô.

Dive in me.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Ele faz mal, mas é um grande vício


Um pouco de neve no meio do verão
O cobertor está jogado sobre a cama, enrolado
09:44, e tudo está quase normal
Há gigantes para encarar durante o almoço


Nossa, eu vivia
Nossa, nós vivíamos
Nossa, eles não viviam


Quase não há mais
Do que foi, do que era
Seu olhar era como um sonho
Seus lábios eram luz 
Nas minhas profundezas sombrias


Pois é, lutarei
Pois é, lutarás?
Pois é, lutarão!


Sempre vão existir os dois lados
O bom e o ruim
O doce e o amargo
Vitória e derrota
A paz e o tormento


Olhe, vou correr
Olhe, corra!
Olhe, estão correndo.


Terça, como nenhuma outra igual.



sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Estádios

Veja bem, sinta toda minha frustração
No meio de motos clássicas
Cabelo amarrado atrás, filho da puta
Mas a culpa é toda minha e sua

Seria minha por não compreender,
Ou sua por irracionalidade?
Acho que todos recebemos a devida lição
Em 3 meses, ou um pouco mais

Céus, acho que eu preciso de uma retífica.

Bom Dia.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

E ali está as memórias de mãos dadas

Mate-me se houver provas
Afinal minha confissão não foi assim tão concreta.

Lugar pequeno, porém aconchegante
Cobertor sobre a cama, instrumentos sob ela
Cabides jogados no chão, camisas no corredor
Lençol manchado com sangue e merda pendurado na sacada.

Luta livre, cerveja, cigarros
No fundo, estamos todos mergulhados na bosta até o pescoço, hehe.



sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

2012

E lá vem ela
Com suas duas pernas abertas
Apenas esperando ser possuída
Ah, eu a adoro.

Lá vem uma nova parte da minha vida.

(Com sabor de fruta mordida)

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Would?

Sinto seu cheiro, mas não o seu sabor
Cerveja na mesa, carros na rua
A cada tragada no cigarro, um soluço
E que se aumente os desejos

Carros na rodovia,
Mais tragadas e soluços
Esse inferno não tem fim

Violão, baixo, caixa, colchão
Lençóis, panelas, roupas
Documentos, pagamento de aluguel
E mais tragos e soluços

E você ainda acha que a vida é difícil, haha, eu sou idiota mesmo.

La vem Janeiro e um ano realmente novo.


segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Sagitário

Oficina cheia,
Cerveja na mesa
Conversa fiada
Porra...

Fim de semana perturbado
Garrafas na mesa
Mesa pequena
Noite mal dormida

Mesa de sinuca
Mulher de batom vermelho
Mais cerveja e batata frita

Rodando pela cidade
É quase dia
Mendigo pedindo dinheiro
Pra tomar cachaça...legal

Começando bem a semana
Mais garrafas na mesa (o.o)
Vida vazia
É sempre assim...

E lá vem dezembro


quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Apenas uma voltinha

Sabe aqueles pequenos momentos
Corra, ou morra
As vezes é até melhor morrer mesmo
Tem coisas que estão me exaurindo
Preciso de um café bem forte, ou cerveja.

Raul no boteco, noite escura
Cadeiras e sofás vazios
Cigarro tragado, corpo anestesiado
Dinheiro no bueiro
Esforço dobrado.

E tudo jogado fora.


Hehe.


sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Removendo velhos Retratos das Paredes

Aonde? Aqui?
Estou aqui, olhe para mim;

Medo? Tristeza?
Bata na porta, ouça o barulho;

SEGREDOS? SUJEIRA? MENTIRAS????
Ah, eu já me acostumei a isso;

Amor? Dor?
Ambos caminham juntos, acho;

Nostalgia? Alegria?
A primeira sim, a outra às vezes;

Ódio? Vingança?
A que ponto chegamos, hein.


segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Segunda Feira

De repente, virando uma esquina
Vejam só, ele apareceu
É uma pena não ter pessoas assim com quem conversar
É uma tragédia...hã?

Devo estar ficando velho
Ou o mundo está ficando mais novo?
A vida é curta demais pra se odiar alguém
Mas também, eu não quero ser legal com todo mundo

As coisas quase não têm
Sentido algum
Mas esse macarrão que estou prestes a comer
Me deixa feliz, por um momento.

É uma cilada, Bino.


quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Luz verde

Não vamos questionar as coisas
Tudo acontece de repente
Só tenho medo de uma coisa
Onde vou parar com isso?

Os últimos dias têm sido
Uma mistura de imagens e sons
Misturados a nostalgia, álcool e nicotina

As portas estão se abrindo pra gente
Foi essa a frase que ouvi ontem a noite
Dita por uma pequena pessoa
Mas na verdade estava se referindo
Aos semáforos de uma avenida

Acho que só temos duas opções
Mudar, ou mudar
Não tenho mais a nada a perder aqui
As coisas mudaram, e dessa vez
Eu mudei junto com elas, finalmente

Não estou atrasado nem adiantado
Esse é o momento certo
Pra trás ficam umas coisas
Porém, essa é a hora

Eu não quero mais.

sábado, 24 de setembro de 2011

Pieces of What?

Tenho vivido e sentido coisas
que jamais achei que iam acontecer um dia
acordar sem ter pra onde correr,
olhar sem enxergar.

Em que pontos chegamos
de transformar realidade em fantasia
tocamos, sentimos, mas tudo se torna intangível no final
e bem nesse final nos arrependemos
de tudo, ou quase tudo.

Eu quero aprender o que é a vida
mas teria que ser a vida de outra pessoa
porque acho que não cabe mais nada na minha
de tão saturada e obesa que ela está.

Até quando vamos correr contra o tempo?

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Changes

Não era hora de você partir cara
Eu ainda não havia falado tudo que tinha pra você
Infelizmente, agora ja se foi, ninguem muda mais

Eu me lembro claramente
de tudo, de tudo mesmo
só queria dizer mais uma vez
a falta que você vai me fazer

Eu sinto muito
se alguma vez te magoei
foi sem querer, ninguem é perfeito
não tem como voltar atrás
espero que você olhe por todos nós

Não tem como expressar o que eu sinto neste momento, de modo algum.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

He lost control

Sempre há um fim
na vida, nas músicas
nas coisas em geral
infelizmente, inesperado, frio
o fim vem de um modo triste, "nada" intencional.
Você pode simplesmente andar e chegar no fim de uma rua
ou mergulhar e chegar no fundo de um lago
subir em uma casa, olhar para o céu
e de lá de cima ver tudo e todos.
Ó pobre de quem nunca sofreu,
sofrer ajuda a enfrentar o mundo
sempre sujo e impuro

É uma punhalada nas costas
antes do ultimo copo de whisky,
durante o ultimo trago de vida.

Eu preciso MESMO de uma bebida
e uns vinte rolos de nostalgia
as vezes isso parece pouco
mas é o melhor remédio contra o frio.
Em pleno inverno, junto com boa musica
e companhias agradáveis.
Eu disse agradáveis.

Apreciem o frio, o calor as vezes pode queimar muito
mesmo uma árvore grossa, maciça
pode apenas com o calor
murchar e se decompor.
É, as vezes quente demais
é uma péssima opção

Goste do frio, role na neve, role! Esqueça tudo! Só por hoje!
Tenha uma boa noite.